quarta-feira, 22 de agosto de 2007

quadrinho ordinário RAFAEL SICA






Quadrinho ordinário é publicado às quartas-feiras.

charge BIER




Título: Requisito
Técnica: Caneta e aquarela
Veículo: Tinta Cina
Local: Porto Alegre

cartum CADO




Título: Operários
Técnica: Lápis de cor
Veículo: Fórum Social Mundial, 2002
Local: Porto Alegre

dr. fraud CANINI




Dr. Fraud é publicado às quartas-feiras

sketchbook ROBERTO SILVA




Título: Valmir 2
Técnica: Lápis
Veículo: Jornal Chaimite
Local: Lisboa

ilustração EDU




Título: Praça da Alfândega
Técnica: Caneta e computador
Veículo: Mural Monumenta
Local: Porto Alegre

série do mês PRANCHETAS E CAVALETES




Hergé (Georges Remi), 1907-1983, quadrinista belga. Criador do popularíssimo Tintin, aventureiro em 25 álbuns, 6 filmes, 2 séries de TV, 2 documentários e 5 games.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

rango EDGAR VASQUES




Rango é publicado às terças-feiras

charge SANTIAGO




Título: Concessões
Técnica: Caneta e computador
Veículo: Jornal do Comércio
Local: Porto Alegre

cartum RAFAEL



Título: Esmola
Técnica: Caneta e computador
Veículo: Expo Violência
Local: Porto Alegre

quadrinhos CHIQUINHA




Título: Tentar não custa nada
Técnica: Caneta e computador
Veículo: Site da autora
Local: Porto Alegre

sketchbook RUBEN




Título: Figura
Técnica: Lápis
Veículo: Tinta China
Local: Porto Alegre

ilustração EUGÊNIO NEVES




Título: Mariner
Técnica: Caneta
Veículo: Site do autor
Local: Porto Alegre

cartum FABIO ZIMBRES




Título: Deserto
Técnica: Lápis e computador
Veículo: Expo Eucalipto
Local: Porto Alegre

caricatura GILMAR FRAGA



Título: Roberto Carlos
Técnica: Acrílica e pigmento
Veículo: Zero Hora
Local: Porto Alegre

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

as cobras LUIS FERNANDO VERÍSSIMO








As Cobras são publicadas às segundas-feiras

charge KAYSER, HALS, SICA




Título: Barrados
Técnica: Caneta e computador
Veículo: Jornal do Com
Local: Porto Alegre

Título: Poodle
Técnica: Caneta e computador
Veículo: Tinta China
Local: Porto Alegre



Título: Camiseta
Técnica: Caneta
Veículo: Tinta China
Local: Porto Alegre

não tá no gibi CANINI



Não tá no Gibi é publicado às segundas-feiras

ilustração RODRIGO ROSA




Título: Piá farroupilha
Técnica: Aquarela
Veículo: Livro infantil com Carlos Urbim
Local: Porto Alegre

auto-retrato MAITENA

série do mês PRANCHETAS E CAVALETES




Bill Watterson (1958), quadrinista americano. Autor de Calvin e Haroldo, uma das maiores criações em HQ dos últimos tempos. Embora o sucesso de público e de crítica no mundo inteiro, o autor interrompeu a produção aos 10 anos da série.

design MAUMAU




Título: Logotipo Cães de Aluguel
Técnica: Colagem
Veículo: Site do autor
Local: Porto Alegre

domingo, 19 de agosto de 2007

sábado, 18 de agosto de 2007

charge BIER




Título: Banqueiros
Técnica: Caneta e aquarela
Veículo: Tinta China
Local: Porto Alegre

cartum LUIS FERNANDO VERÍSSIMO




Título: Laço
Técnica: Caneta e colagem
Veículo: Forum Social Mundial, 2001
Local: Porto Alegre

artur, o arteiro RAFAEL


ilustração MAUMAU




Título: Ibrahim Ferrer
Técnica: Caneta e computador
Veículo: Site do autor
Local: Porto Alegre

mestres dos mestres CARL BARKS

O sol que iluminava
o império Disney



No final da década de 50 eu tinha uns oito anos, mas já tinha outra coisa: olho clínico. Quando chegava na banca pra comprar gibi do pato Donald, só comprava quando reconhecia aquele estilo de desenho. Claro que não sabia o nome do artista, já que a única assinatura era Walt Disney, mas eu saquei que embaixo deste nome havia muitos desenhistas diferentes, e só aquele me dava vontade de desenhar assim.



Só muitos anos depois descobri o nome Carl Barks, e várias outras coisas. Por exemplo, que apesar da quase homofonia do seu nome com Karl Marx, era um ferrenho anticomunista, estilo guerra fria. O que, ironicamente, não impediu que criasse a caricatura mais perfeita dos piores aspectos do capitalismo: o sovina Tio Patinhas.



E não impediu que o capitalismo o ferrasse: depois de décadas alavancando o universo Disney, criando historietas e personagens fundamentais (sem direito a assinar seu trabalho), se aposentou e foi processado por Disney porque pintava quadros com os personagens dos patos...



Barks era um grande roteirista, suas histórias tinham humor, aventura, suspense e non sense, fosse num exótico país mitológico, fosse no quintal de Donald. Era um baita caricaturista de costumes e criador de tipos, mas o que me encantou pro resto da vida sempre foi o desenho.



Barks desenvolveu um estilo de linha densa com bico de pena, onde o traço muda de espessura ao longo da trajetória, e entinta com naturalidade, caligráfico, como quem escreve. Os movimentos e expressões dos personagens são desenhados com a simplicidade de quem não precisa de nenhum traço supérfluo.



Num contexto em que o uso do bico de pena parece "difícil" pra muito novato, o trabalho de Barks mostra que essa técnica é insubstituível e, pra quem tem fé no taco, vale a pena. (Edgar Vasques, especialmente para o Tinta China)



(APÊNDICE: Carl Barks [1901-2000] é o pai da maior parte da população de Patópolis, cidade inventada por ele. O que inclui os principais e mais interessantes personagens e centenas, talvez milhares de coadjuvantes e figurantes. Tio Patinhas (1947), a Vovó Donalda (e o Gansolino) Gastão (1948), os escoteiros mirins, os Irmãos Metralha (1951), o prof. Pardal e seu Lampadinha (1952), a Maga Patalójika e tantos outros que contracenam com Pato Donald. Sem essas criaturas, as atribulações domésticas e as aventuras malucas ou exóticas do pato mais rabugento do mundo seriam bem menos atraentes. Carl Barks produziu (roteiro e desenho) por décadas as revistas que foram reproduzidas pelo mundo inteiro, em dezenas de idiomas. Para saber mais sobre sua biografia e carreira, acesse aqui.)


bate-pronto ROBERTO SILVA

Profissionalismo que manda jobs,
briefings e follow-ups pra pqp!



Onde estiver um Roberto Silva, tem vários. Desde a era pré-PC, ele já trazia uma work station embutida: desenhista, cartunista, ilustrador, fotógrafo, designer, capista, editor... desculpem resumir o currículo. Seu convívio com o mercado se traduz por frilas, que na linguagem robertiana quer dizer o sossego da autonomia. Como um outsider cultural, o portfólio de Roberto Silva se dispersa por lugares, épocas e projetos que vão de Lisboa (parceiro do escritor Josué Guimarães no provocativo jornal Chaimite, em 1976) a POA do Coojornal e a João Pessoa, PB, seu atual balcão criativo. Com vocês, esse deus shiva das artes gráficas:

Tinta China – Como artista gráfico, qual a sua atividade principal?
Roberto Silva – Capas de livros, sempre que possível.

Tinta China – Qual a sua maior fonte de renda com sua arte?
Roberto Silva – Ultimamente, folders, cartazes.

Tinta China – Como você negocia os valores de seus frilas?
Roberto Silva – Olhando pra cara do freguês é dizendo: "é tanto"

Tinta China – Como é um dia típico de trabalho para você?
Roberto Silva – Água-de-coco, pra dar jeito na ressaca. Depois, é igual a todo o mundo

Tinta China – Por onde você começa uma tarefa?
Roberto Silva – A tarefa é que começa comigo.

Tinta China – Quais ferramentas você utiliza e qual domina mais?
Roberto Silva – Profunda paixão por computador, desde 1985. Nem tinha PC, ainda. Mas, não dispenso uma canetinha japonesa.

Tinta China – Que condições você exige ou depende para criar?
Roberto Silva – Não trabalho pra gente de quem não gosto. Péssimo profissional, eu.

Tinta China – Como você lida com os prazos?
Roberto Silva – Os prazos é que dão um jeito em mim.

Tinta China – Como você mantém os originais que produz?
Roberto Silva – CDs e gavetas.

Tinta China – Quais suas primeiras e atuais influências?
Roberto Silva – Me criei no Uruguay, foi Patoruzito, argentino, de Tulio Lovato.

Tinta China – Onde você busca informações para apoiar suas criações?
Roberto Silva – Não gosto de conhecer "excessivamente" um tema que abordo. Prefiro ignorar e ser mais espontâneo.

Tinta China – Você tem preferência por algum tipo de papel?
Roberto Silva – Guardanapos de boteco, ultimamente.

Tinta China – Quais macetes técnicos funcionam no seu trabalho?
Roberto Silva – Nenhum em especial, que me lembre, fora tentar ser honesto.

Tinta China – Qual o seu maior conflito com o mercado?
Roberto Silva – Concorrer com clip-art e amadores.

Tinta China – que dicas básicas você daria para um iniciante?
Roberto Silva – Sejam bem-vindos e se virem.

Foto: Val Araujo