domingo, 5 de agosto de 2007
bagassauro KAYSER


(Era só o que faltava no Tinta China: um personagem secundário de outra tira que, por sugestão de Edgar Vasques, virou personagem principal. Um cativante canalha que desde 1992 faz sucesso não só com as mulher e os fãs de quadrinhos: barbarizou no jornal O Timoneiro, na revista Made in Brasil e em outros inomináveis veículos, como diz o autor. E com toda essa sua verve e vigarice já faturou prêmios em salões por aí, como no Universitário de Piracicaba de 95 e no Santa Maria Cheia de Graça de 97. Com vocês, todos os domingos, o pilantra jurássico.)
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sábado, 4 de agosto de 2007
ilustração GILMAR FRAGA
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artur, o arteiro RAFAEL



Hoje e todos os sábados, o Tinta China abre merecido espaço para dois guris: criador e criatura. A gente podia elogiar o Rafael Corrêa e o Artur, o Arteiro, de várias maneiras, como acontece com cada leitor dessa tira. Mas um exigente admirador se antecipou. Com a palavra, o prefaciador do livro de estréia do Rafael com o Artur, Direto Pro SOE, o Edgar Vasques:
"Rafael tem toda a ferramenta do grande cartunista: o desenho limpo e expressivo, simples (sem ser pobre) que veicula a verve reflexiva e falsamente ingênua das piadas ferinas.
Isso o leitor descobre imediatamente no Artur e companhia.
Mas tem mais: Rafa é jornalista, editor e visionário. Ainda na faculdade, foi um dos criadores do Bodoqe, um zine diferenciado, cujas idéias desembocaram, com coerência e coragem, numa bem-sucedida experiência alternativa de jornalismo e ativismo cultural, que ele vem tocando com seus companheiros. Essa visão jornalística, abrangente e crítica, também está presente na historieta, que se inspira na infância (anos 80) do autor.
E, sendo esse autor o multi-Rafa, podemos dizer, sem dúvida e sem trocadilho: essa "infância" é apenas o começo." (Edgar Vasques)
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bate-pronto MAUMAU
Como ganhar o pão com o suor
do mouse, dos lápis e pincéis
A palavra-chave para Maurício Rodrigues Gonçalves, o Maumau, é versatilidade. Com ela não pára de abrir portas para as habilidades que acumula. Aos 27 anos, já ultrapassou uma década de experiência no mercado, desde os estudos de desenho industrial e publicidade e propaganda até todas as funções por quase todas as agências de Pelotas (onde nasceu). Em Porto Alegre, atua como diretor de arte e ainda faz frilas até quando não tem tempo de fazer frilas. Além de publicitário, o Maumau é caricaturista, cartunista, ilustrador e designer de mãos cheíssimas. O Tinta China é a prova.
Tinta China – Como artista gráfico, qual a sua atividade principal?
Maumau – Ilustrador.
Tinta China – Qual a sua maior fonte de renda com sua arte?
Maumau – Publicidade e design.
Tinta China – Como você negocia os valores de seus frilas?
Maumau – Eu trabalho sobre um custo de hora de trabalho, mas sempre estou aberto a negociações. Ah, não aceito vale-transporte.
Tinta China – Como é um dia típico de trabalho para você?
Maumau – Acordo entre 7:30 e 8h, vou a pé até a agência e trabalho até o meio-dia. Às vezes faço algum frila no intervalo, mas normalmente almoço (bastante). Volto pra casa lá pelas 19h e começa meu terceiro turno, que pode ir até a madrugada.
Tinta China – Por onde você começa uma tarefa?
Maumau – Regra geral: Pesquisa. Seja em livros de ilustração, gibis ou na internet.
Tinta China – Quais ferramentas você utiliza e qual domina mais?
Maumau – Experimento materiais de todo tipo, tintas, papéis, pincéis, etc. Mas na prática o mais usual é o computador com um tablet.
Tinta China – Que condições você exige ou depende para criar?
Maumau – Um pouco de luz, uma mesa que eu saiba que não preciso arrumar ao terminar o trabalho, referências de traço indicadas pelo cliente e grana. Não necessariamente nessa ordem.
Tinta China – Como você lida com os prazos?
Maumau – Às vezes me atrapalho, por pegar trabalhos demais, mas costumo cumprir os prazos, mesmo que vá noite a dentro.
Tinta China – Como você mantém os originais que produz?
Maumau – Eu sou um pouco caótico , mas basicamente o que é em papel eu guardo em gavetas, o que é digital eu guardo em um HD externo ou CDs.
Tinta China – Quais suas primeiras e atuais influências?
Maumau – Meu pai, o Pasquim, Ziraldo, os mestres Santiago, Edgar Vasques, Canini, etc, ao lado do Klimt, Escher, Eisner, Paul Pope, Frank Miller, Crumb, Spiegelman, Joe Sacco, Hugo Pratt, McKay, Alex Ross e muita gente mais.
Tinta China – Onde você busca informações para apoiar suas criações?
Maumau – Livros de pintura, ilustração, quadrinhos, internet, cinema, tv.
Tinta China – Você tem preferência por algum tipo de papel?
Maumau – Papéis que não sejam brancos, como papelão ou reciclados.
Tinta China – Quais macetes técnicos funcionam no seu trabalho?
Maumau – O uso de atalhos de teclado pra lidar com softwares agiliza em muito o trabalho
Tinta China – Qual o seu maior conflito com o mercado?
Maumau – A inconstância das demandas. Quando eu não tinha emprego e tinha tempo, não aparecia quase nada. Agora aparecem trabalhos que eu não tenho tempo pra pegar.
Tinta China – que dicas básicas você daria para um iniciante?
Maumau – Sempre saber que se pode melhorar. E não acreditar em tudo que os outros dizem, inclusive nisto.
Foto: Carolina Fassbender
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
série do mês PRANCHETAS E CAVALETES
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