quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
sketchbook CADO
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tributo MORRE O VERDADEIRO TAURINO
Santiago relembra sua maior inspiração,
em mais um caso de arte que imita a vida
Santiago proseia ao vivo com o próprio Taurino.
"Morreu neste fim de semana na cidade de Santiago, aos 94 anos, o gaúcho Taurino Gomes Machado, do qual tirei o nome para o meu personagem Macanudo Taurino. Era um pequeno criador de gado e grande criador de causos. Mas causos engraçados, contados na primeira pessoa e com situações de um exagero muito criativo na melhor tradição Munchhausen. Era famoso e muito estimado na região do novíssimo município de Itacurubi pelos seu bom humor e pela boa prosa. Em Santiago, onde veio morar na velhice, deu entrevistas na rádio e foi convidado até para palestrar em colégios. Foi grande amigo do meu pai, o seu Augusto, e quase chegou aos 100, o que prova que bom humor só faz bem pra saúde. Além do gosto comum por causos campeiros, tínhamos um gosto por Olgas: como eu, o seu Taurino também era casado com uma Olga.
Na última vez que o visitei me ensinou, o que havia aprendido no quartel: como saber a distância de um avião teco-teco comparando com o tamanho do dedo. Na década de 90 já havia partido outro dos meus inspiradores, o seu Polsério, mulato velho peão de estância e que havia peleado na revoluçao de 30. Também famoso pelos causos que verdadeiramente protagonizou. Mas a melhor homenagem é repetir um dos causos do Taurino: uma vez ele perdeu no campo um relógio de bolso, daqueles de dar corda. Anos mais tarde encontrou o relógio funcionando e com a hora certa. Pois o relógio tinha caido na boca da toca de uma cobra que cada vez que saia de casa se arrastava por cima da rodinha e dava corda na máquina." (Santiago)
Foto: Rafael Côrrea
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série do mês ILHA DESERTA
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
ernanimus gourmet RUBEN

A popularidade do Nani é instantânea e internacional: não importa se o desenhista o conhece há décadas ou há dois dias, se o rabiscador vem do Cazaquistão ou do Uruguai - caso do Ruben, o destaque de hoje da seção -, o dono do Tutti Giorni se impõe no sketchbook de todos. Talvez a camaradagem envolva, quem sabe a grossa estampa provoque, ou os modos e a cantoria o fixem na memória dos artistas. Não importa. O importante é que esta galeria do Tinta China seja aberta ao mundo.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
tributo UM PARCEIRO QUE FAZ FALTA
Cado faz a sua homenagem
ao empreendedor Oscar Kern
"Não me lembro bem quem me apresentou ao Oscar Kern, mas acho que o conheci na finada Livraria Coletânea, instalada nos altos do Mercado Público, na esquina da Borges com a Julio de Castilhos, onde talvez tenha começado a surgir a Grafar.
As discussões eram sobre quadrinhos, gibis, ilustrações, mostras, projetos e musas inspiradoras. Os tarados iam lá só pra ver a Primeira-Musa, a linda filha da Dona Iolanda, dona do estabelecimento. Éramos recebidos com um carinho desprendido que o Centro já perdeu.
Eu também me metia a quadrinista nestes tempos, e o Oscar Kern colocava sua revista Historieta pra vender na Coletânea, embaladas em saco plástico e num formato um pouco diferente, mais horizontal, o que às vezes fazia com que as edições sumissem no meio de tantas outras.
Certo dia, combinei de levar uns desenhos - historinhas - na casa dele, ali nos arredores da Assis Brasil. Eu fazia umas coisas meio inspiradas na Kripta, no Frazetta, e ele me deu uma aula de referências e me mostrou um acervo fantástico que guardava em pilhas enormes amontoadas pela casa.
O Oscar também tinha uma parceria, uma espécie de sociedade com uma gráfica e editora em que fazia sua Historieta com o dinheiro do próprio bolso e sem patrocínio.
Conversa vai, conversa vem, um grupo de cartunistas nesta época - eu, o Borowski, o Marcelo, De Angelis, o Diones e o Bier, - apresentou o projeto de uma revistinha de humor, batizada de Chiste. Isso foi ali por novembro de 1981.
O Kern bancou uma parte, e a outra parte conseguimos vendendo a revista em múltiplos lançamentos e em botecos da cidade. Como o Oscar Kern queria também divulgar seus textos e historietas, encartou seu material na Chiste. Parte dessas impressões ele fazia em parceria com o Barwinkel, o rei do clichê (o avô do fotolito) em Porto Alegre.
Graças ao Kern, publicamos Iotti, Bier, Clarissa, Leonardo, Del Ré, Lasducano, Luca Risi e outras feras, com a apresentação do Guaraci Fraga e a benção do Henfil. Este, aliás, recebeu em mãos um exemplar da Chiste levado pelo Oscar Kern." Cado Bottega (Com pesquisa complementar de Bier em sessão espírita)
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série do mês ILHA DESERTA
Lancast (Mota), 1964, cartunista, ilustrador, quadrinista e animador do Ceará. Criador da Anabel, autor da série As Cretiníssimas e colaborador de revistas e jornais e televisão.
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
bagassauro KAYSER
Macanudo Taurino, Tapejara, Rio Grosso do Sul, Pago pra ver, Graça na praça, As Cretiníssimas e Bagassauro são publicados aos domingos.
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