sábado, 7 de julho de 2007

exposição ORLANDO PEDROSO EM POA




Há pessoas que desenham como se o nanquim – ou o guache ou a aquarela ou o pastel ou o acrílico – coagulassem em sua veia criativa antes de qualquer inspiração poder fluir sobre o papel. Tipo eu. E há pessoas com um sistema circulatório artístico completamente desobstruído, que favorece o jorro do talento com qualquer material. Tipo o Orlando Pedroso. Você olha um único desenho e não precisa ser especialista em arte pra diagnosticar: esse cara jamais teve ou terá qualquer bloqueio criativo. Pelo contrário: quando admiramos a fluidez do seu bico de pena (por exemplo, ao folhear seu livro Moças Finas) nossas artérias é que se aceleram, com o prazer visual. Esse sensual livrinho, aliás, nasceu dessa agilidade gráfica do Orlando Pedroso, a partir de uma seqüência de postagens no blog do Solda. Como se explica tamanha capacidade e qualidade?



Coisas de DNA. E da experiência e da cultura, acumuladas: sua trajetória de ilustrador já tem 30 anos, mais de 20 na Folha de São Paulo. Por isso se dá ao luxo – ele pode se dar! – de manter na internet duas galerias da sua produção, uma de trabalhos publicados, uma outra de inéditos; imagine, um artista que dá a você a opção de onde babar. O tempo livre (!) Orlando Pedroso ocupa com exposições individuais e coletivas, como os salões de humor. E nesses últimos, o talento dele se vale (ainda!) de outra ferramenta, a câmera, para abastecer seu terceiro espaço eletrônico, o blog só desenhistas, que por si só é uma valiosa contribuição à memória nacional. Para saber mais desse fenômeno do traço e da cor, faça como seus admiradores: prestigie a exposição Uns Desenhos no Museu do Trabalho. Lá, com certeza, haverá um outro tipo de AVC: Admiração Visual Coletiva. (Fraga)

Serviço

Exposição: Uns Desenhos
Autor: Orlando Pedroso
Onde: Museu do Trabalho
Quando: até 19 de agosto de 2007
Endereço: Andradas, 230

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