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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

seção inveja UBERTI X SEMPÉ

Se não fosse ele, teria
menos graça na praça



Toda a vez que olho um desenho do Sempé, e isso acontece desde os anos 50, me provoca da risada à reflexão. A delicadeza, o humanismo, o lúdico, a surpresa, a riqueza de detalhes, a precisão e elegância do traço, enfim, me dão a certeza que o cartum do Sempé contém a essência do humor. Poderia escolher qualquer outro cartum. Mas este, em especial, pela trabalheira ao desenhar 507(!) carrinhos de brinquedo que os personagens catam. E olha que à época não existia fotochópe. Talvez admiração seja mesmo inveja disfarçada. Viva Sempé! (Uberti)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

seção inveja LANCAST X CHARLES SCHULZ

Nunca aprendi tanto
com tão pouco



Qual é o peso de uma idéia? Qual é a abrangência de um sentimento? Pois nestes poucos traços de Charles Schulz está contido tudo isso e mais um pouco, pouco esse difícil de definir no teclado. Esse desenho me encheu de encanto e me motivou a ter mais coragem de ser mais simples.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

seção inveja BIER X FONTANARROSA

Admito: seu traço me influencia
desde os verdes anos



(Se há um tipo de orgasmo que me arrebata é aquele que faz cócegas no meu cérebro de surpresa. Não que eu tenha tido algum tipo de relação sexual com Fontanarrosa, mas nossos vínculos de prazer são evidentes. O prazer que vem mais do riso degustado do que o ato de provocá-lo. Esse cartum do ratinho é uma das maiores ironias sobre a miséria humana. O prisioneiro passa anos numa missão considerada impossível: ensinar o rato a fazer a única coisa permitida ali dentro. O jogo em si já é uma metáfora do tempo e da paciência. Aquilo é pior do que morrer. Humor negro de primeira linha! Feito por "Negro" Fontanarrosa , objeto e sujeito da minha mais corrosiva inveja!)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

seção inveja FRAGA X ANDRÉ FRANÇOIS

Se é para fazer comparações,
que seja com o incomparável



(Como disse alguém, daria meu braço esquerdo para ser ambidestro. Aí, quem sabe, em plenilúnios de anos bissextos, com sinapses de 220v e o apoio incondicional da mais teimosa das musas, talvez eu pudesse criar não digo assim mas tipo assim. André François (1915-2005), húngaro-romeno, é um cartunista invejável por incontáveis razões, da fineza da arte à agudeza do espírito. A partir da prancheta e do cavalete, influenciou meio mundo num mundo que ainda tinha graça. A coleção de capas da The New Yorker é uma das provas. Para mim, nem foi difícil eleger esta peça em homenagem. É a que mais me dá medo de um pincel em minha mão!)